Atarde Online

publicidade


CIDADES


todas as notícias de CIDADES
30/07/2010 às 23:24
  | ATUALIZADA EM: 30/07/2010 às 23:31 | COMENTÁRIOS (5)

PMs acusados de chacina no Pero Vaz têm prisão preventiva decretada

Meire Oliveira e Sidnei Matos l A TARDE

Prestes a completar cinco meses da chacina em que sete  pessoas foram mortas durante operação da Polícia Militar no bairro de Pero Vaz, oito dos 12 policiais acusados de participação no crime, ocorrido na  noite de 4 de março deste ano, tiveram prisão preventiva decretada pela justiça. Os mandados foram expedidos pelo titular da 2ª Vara Sumariante do Júri, juiz Ernani da Silva Garcia Rosa.

Em despacho (decisão) publicado na última quinta-feira, no Diário Eletrônico da Justiça da Bahia, o magistrado pede que seja apresentada defesa dos acusados num prazo de dez dias a contar da citação (oficiamento aos militares), acatando, ainda, a denúncia do Ministério Público (MP), de 7 de julho último. Na denúncia, o promotor de justiça Maurício Cerqueira Lima, coordenador interino do Grupo de Atuação Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), entende que o crime foi executado  “com recurso que impossibilitou a defesa das vítimas”.

Os PMs foram ao Pero Vaz após denúncia de que bandidos estariam no local e alegam que foram recebidos a tiros, o que desde o início foi contestado por moradores e parentes das vítimas.

Operação - A ação foi empreendida pela 37ª CIPM (Liberdade) com apoio da Ronda Tático Motorizada (Rotamo), unidade do Batalhão de Choque da PM. Quatro dos mortos foram  levados ao Hospital Ernesto Simões (Pau Miúdo), três desapareceram e os corpos foram achados dias depois. Foragida da Justiça, uma oitava pessoa sobreviveu e fugiu da casa, mas ainda não foi localizada.

São acusados de assassinato (participação direta nos disparos), o 1° tenente Raimundo Gomes Barroso Neto e os soldados André Ricardo Almeida Gonçalves, Antônio Petrúcio Feitosa da Silva, Jorge da Silva Batista e Fábio Sales Nascimento, (do Batalhão de Choque).

Além deles, respondem por homicídio o sargento Valter Gomes da Fonseca, o tenente Walisson da Silva Souza e o soldado André Luiz Ferreira Castro (da 37ª CIPM). Pela ocultação de cadáver, são apontados o sargento Carlos José Veloso Santos e os soldados Edson Tavares de Freitas, Uendel Araújo de Oliveira e Fábio José Palmeira de Oliveira (também do Choque).

Sigilo - O juiz Ernani Rosa foi procurado nesta sexta-feira, 30, para confirmar se os oito PMs, cuja prisão foi decretada, são os mesmos apontados pelo assassinato, mas se limitou a dizer, por meio da assessoria de imprensa do Judiciário, que a identificação foi preservada em função de sigilo judicial.

No site do Tribunal de Justiça (TJ), no entanto, consta, no andamento processual do caso, apenas o pedido de prisão do tenente Walisson da Silva Souza.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde deste sábado, 31, ou, se você é assinante, acesse aqui a versão digital.  

Também de acordo  com a assessoria de imprensa do TJ,  o magistrado entendeu que a liberdade dos policiais militares pode comprometer o andamento da ação penal por conta da possível utilização de instrumentos de trabalho como armas para intimidar as testemunhas e para não reforçar o sentimento de impunidade na população.

Com relação ao caso ir à júri popular, Ernani Rosa alega que ainda é precoce falar sobre o assunto.

    AVALIAÇÃO: Ruim Média Boa Boa 1 voto
  • Imprimir Imprimir
  • Enviar Enviar
  • twitter  del.icio.us  digg  yahoo meneame wikio sonico
  • Fale com a redação Fale com a redação

NOTÍCIAS RELACIONADAS



COMENTE ESSA MATÉRIA  5 comentários

O que você achou desta matéria?

Chico Souza (31/07/2010 - 08:41)

Havendo provas, isso é o certo a se fazer, pois o povo quer uma polícia que dê segurança, que passe confiança. A Polícia num país sério é uma Instituição de destaque e respeito. E aqui queremos o mesmo.

César Lima (31/07/2010 - 08:16)

É desse jeito as justiça mais uma vez dando sua contribuição para que a malandragem e os bandidos tomem conta da cidade. No Rio de Janeiro a polícia foi autorizada a perseguir os bandidos pelo governador e a violência diminuiu, aqui os direitos humanos protegem os bandidos e os inocentes acabam sendo as vítimas..

Leonardo Passos (31/07/2010 - 07:34)

quando marginais são mortos parece que toda crueldade praticada por esses algozes são esquecidas.traficantes ,homicidas,assaltantes ,estupradores e etc... vão como se fossem anjos que fizeram o bem na terra. precisamos mudar nossos conceitos e acabar com a inversão de valores.

Augusto Silva Silva (31/07/2010 - 06:37)

Dificil, dificil,não defendo bandidos, mais tratar quem paga os salários deles assim,beira a burrice.será que estas ações não são consequencias dos "treinamentos" que os PM's sofrem? não estaria na hora de uma limpeza moral nesta valiosa corporação? o que é certo é que irão ficar impunes ou com punição branda abrindo caminho para novas investidas e novas vitimas inocentes ou não.Por outro lado os bandidos da av peixe continuam como antes não mudou nada.

Joao Sanches (30/07/2010 - 23:50)

O judiciário precisa dar um basta nesta violêncai que tem crescido muito na Bahia e já atingi a todos as camadas sociais. Também deixar de colocar doidos na polícia via mandado de segurança! É assim que se trabalha! E é isso mesmo A Tarde, a sociedade agradece a bela cobertura desse assassianto terrível de pobres, pretos e despresados pelo governo do estado em relação a violência policial!

Seu Comentário:

nome:
sobrenome:
e-mail:
mensagem:

toques


Empresas do Grupo
Rua Prof. Milton Cayres de Brito nº 204 - Caminho das Árvores - Salvador/BA, CEP-41820570. Tel.: 71 3340-8500 - Redação: 71 3340-8800
Copyright © 1997 - 2010 Grupo A TARDE Todos os direitos reservados.